
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Acta da 5ª prova
Ora pois muito bem, ou se não bem, muito mal, que mais ou menos a mais ninguém interessa.
Eis que cumpre fazer mais uma acta, desta feita da prova que vem antes da 6ª e depois da 4ª e que calha num dia de carnaval, aqueles que ninguém leva a mal, e que de tal maresia ou cheiro a peixe ninguém reparou pois se na casa do Batuques se realizou, desta vez não teve direito a morfes nem praia. Morfes era vê-los passar arvore a baixo em procissão mas que ninguém lhe tocou por aspecto de lagartas ter e praia, mais valia sonhar com o brasil ou angola que num dia destes lá terá de levar com estes convivas.
Mas vou voltar à estirpe desta acta, que por ser de carnaval e por ninguém levar a mal, terá de ser diferente, a modos de que ninguém perceba, a não ser que faça um esforço suplementar, sim, daqueles que ninguém faz nas provas a que estamos sujeitos, algures entre a hora de acordar e a hora de levantar da cama. Insistem em fazer provas de madrugada. Devem ser daqueles que têm medo de morrer depois do almoço ou então que o céu entretanto lhes caia em cima da cabeça.
Voltando à acta, que também se pode escrever Taca ou Cata, dependendo da forma como se ordenam as letras, sempre vos digo que isto está cada vez mais uma reunião de velhos que o único esforço é levantar cedo, cujo passatempo é dizer mal das casas do outros, aliás, da casa de um deles, jogar numa mesa, tacos e bolas às cores e com numeros, a que se chama de bilhar. Comem qualquer coisa nos entretantos e já nem se respeita os antigamentes cuja presença das senhoras era totalmente vedada. Não porque se se metessem com Polacas ou Ucranianas, até porque essas andam a arrumar carros e embriagadas, de barba por fazer e a dormir nas portas das lojas, mas porque so faziam figura de tristes e como tal tinham vergonha. Agora continuam nas figuras tristes mas já perderam a vergonha.
Mas voltando a acta, cuja validade pode ser discutida ou não, até porque eu me estou cagando, para falar em bom brasileiro, pois, bem que podia escrever aqui qualquer merda que ninguém dava por ela. Desde logo porque ninguém lê e principalmente porque ninguém se daria ao trabalho de largar os tomates quentinhos do sofá para escrever o que quer que fosse. Já agora, a revolta do proletariado está para chegar, digo eu. Isto de ser escravo e tudo fazer vai ter que acabar. Há para aí alguns que passam o dia deitadinhos como é agora o hobbie do Ex Sacus, ou como outros que mais não fazem que Arrotar postas de pescada ou então, aparecer de peruca cinza para ver se enganam mais alguém. Eu podera dizer por exemplo que o Lambe C é um Mr Bean, sempre na palhaçada, mas que raramente tem piada. O pessoal tem-se quotizado para se pagarem uns aos outros para se rirem. Poderia também escrever que o Kodaque passa a vida encostadinho, de máquina ao peito, a fazer de conta que faz alguma coisa só para não o chatearem muito. Um moina da pior espécie e que ajuda a explicar porque a EDP está moribunda. E não adianta colocar carapinha porque isso do tempo em que as pessoas diziam que trabalhavam como pretos já lá vai. Agora preto já é burguesia e quem trabalha como escravo é Moldavo. Poderia também escrever que o Batuques deve ter a pu###&&%% da mania. Agora arma-se em Sheik e deixou de fazer uns rissoles pro pessoal. Pobreza espartana e depois ainda tenta ir sacar uns jantares a casa dos pobres que trabalham e que pegam ao batente no dia seguinte. Pos o pessoal todo a correr lá em casa, com jogos da treta comprados nos chinocas e clisteres dos tempos em que andava com as hemorroides numa fona. Grades velhas de garrafas e pinheiros cheios de doenças. Isto francamente. E como ninguém lê nem faz melhor, sempre poderia escrever que tinhamos lá dois Mr Magoos, um com bigodes e orelhas, que são melhores que o original. O mais velho, gaga de todo, não percebe que o pessoal está sempre a piscar o olho para lhe deixar ganhar as provas e o bilhar. Antes, quando era jovem e tinha força na verga, não dava uma para a caixa, agora ganha sempre. Será que ele não desconfia? Valha-me Deus. Será que vou ficar assim? O outro, para lá caminha. A única diferença é que não ganha nada, nem o vasilhame pois leva sempre uma garrafa cheia e vem sempre cheio de vento nas mãos. Valha-nos ao menos que arrota como gente grande. Só é pena não arrotar como gente grande quando toca a pagar a continha dos almoços. Essa é que era.
Também poderia dizer qualquer coisa do Ex Sacus, mas para além de já ter tido tempo de antena aqui, não consigo escrever nada sobre um granda cara de pau que no dia da prova se deixa estar deitadinho na caminha enquanto outros cristos como aqui o je, se tem de levantar de madrugada. Depois ainda se põe a escrever coisas que ninguém percebe lá na maquina de calcular a que ele chama de computador. E o mesmo é dizer do artista das obras, torneiras e pinceis. Também já aqui falei dele, e se ele lesse isto ou mexesse o penislau para fazer alguma coisinha, diria que a ultima vez que o vi andava de peruca para fugir ao Quim Trolha a quem vendeu gato por lebre, que é como quem diz, agua da sanita no lugar de uma bela tinta castanha, impermeável e tartaruginha, tal era a sua composição espessa e encaroçada. O tal Quim trolha disse que aquilo era uma merda e não é que tinha razão. Era merda sim senhor!
Já só falta falar do Zé Xunga, que pela 1ª vez se assumiu como tal. Não me parece bem dizer mal de mim, alguém pode vir a ler isto e pensar que se trata de algum maluquinho que já nem comiseração tem de si próprio, mas pronto, é Carnaval. Tirou o seu melhor fato de treino da gaveta, sacudiu um bocadinho mas não muito pois o cheiro de naftalina combina bem com o seu perfume rasca gamado à D.ª Olinda que tinha para por nos gatos, pos uma cabeleira e arranjou uns oculos. De resto, era ele próprio, quais disfarçes quais carapuça. Sapatos da semana, meias de dormir e nem queiram saber dos truços que é coisa para fugir.
Mas voltando à acta, tenho a dizer-vos que não me apetece dizer nada, pois nada continuo a ganhar e em nada vou ficar. Quem ganha é sempre o mesmo e quem perde se não é, passa a ser à luz dos regulamentos. As provas já não interessam a ninguém e as contas são marteladas lá em casa, longe de todos que é para não levantar muita poeira. Isto tem de levar uma grande volta que até já me doem os dedos de tanto bater aqui nas teclas e não dizer nadinha. Se não se passa nada, vai-se dizer o quê?
Passar bem e um dia, quando fizerem algum, vão PERCEBER DO QUE EU ESTOU A FALAAAAAR
Esticamus.
Eis que cumpre fazer mais uma acta, desta feita da prova que vem antes da 6ª e depois da 4ª e que calha num dia de carnaval, aqueles que ninguém leva a mal, e que de tal maresia ou cheiro a peixe ninguém reparou pois se na casa do Batuques se realizou, desta vez não teve direito a morfes nem praia. Morfes era vê-los passar arvore a baixo em procissão mas que ninguém lhe tocou por aspecto de lagartas ter e praia, mais valia sonhar com o brasil ou angola que num dia destes lá terá de levar com estes convivas.
Mas vou voltar à estirpe desta acta, que por ser de carnaval e por ninguém levar a mal, terá de ser diferente, a modos de que ninguém perceba, a não ser que faça um esforço suplementar, sim, daqueles que ninguém faz nas provas a que estamos sujeitos, algures entre a hora de acordar e a hora de levantar da cama. Insistem em fazer provas de madrugada. Devem ser daqueles que têm medo de morrer depois do almoço ou então que o céu entretanto lhes caia em cima da cabeça.
Voltando à acta, que também se pode escrever Taca ou Cata, dependendo da forma como se ordenam as letras, sempre vos digo que isto está cada vez mais uma reunião de velhos que o único esforço é levantar cedo, cujo passatempo é dizer mal das casas do outros, aliás, da casa de um deles, jogar numa mesa, tacos e bolas às cores e com numeros, a que se chama de bilhar. Comem qualquer coisa nos entretantos e já nem se respeita os antigamentes cuja presença das senhoras era totalmente vedada. Não porque se se metessem com Polacas ou Ucranianas, até porque essas andam a arrumar carros e embriagadas, de barba por fazer e a dormir nas portas das lojas, mas porque so faziam figura de tristes e como tal tinham vergonha. Agora continuam nas figuras tristes mas já perderam a vergonha.
Mas voltando a acta, cuja validade pode ser discutida ou não, até porque eu me estou cagando, para falar em bom brasileiro, pois, bem que podia escrever aqui qualquer merda que ninguém dava por ela. Desde logo porque ninguém lê e principalmente porque ninguém se daria ao trabalho de largar os tomates quentinhos do sofá para escrever o que quer que fosse. Já agora, a revolta do proletariado está para chegar, digo eu. Isto de ser escravo e tudo fazer vai ter que acabar. Há para aí alguns que passam o dia deitadinhos como é agora o hobbie do Ex Sacus, ou como outros que mais não fazem que Arrotar postas de pescada ou então, aparecer de peruca cinza para ver se enganam mais alguém. Eu podera dizer por exemplo que o Lambe C é um Mr Bean, sempre na palhaçada, mas que raramente tem piada. O pessoal tem-se quotizado para se pagarem uns aos outros para se rirem. Poderia também escrever que o Kodaque passa a vida encostadinho, de máquina ao peito, a fazer de conta que faz alguma coisa só para não o chatearem muito. Um moina da pior espécie e que ajuda a explicar porque a EDP está moribunda. E não adianta colocar carapinha porque isso do tempo em que as pessoas diziam que trabalhavam como pretos já lá vai. Agora preto já é burguesia e quem trabalha como escravo é Moldavo. Poderia também escrever que o Batuques deve ter a pu###&&%% da mania. Agora arma-se em Sheik e deixou de fazer uns rissoles pro pessoal. Pobreza espartana e depois ainda tenta ir sacar uns jantares a casa dos pobres que trabalham e que pegam ao batente no dia seguinte. Pos o pessoal todo a correr lá em casa, com jogos da treta comprados nos chinocas e clisteres dos tempos em que andava com as hemorroides numa fona. Grades velhas de garrafas e pinheiros cheios de doenças. Isto francamente. E como ninguém lê nem faz melhor, sempre poderia escrever que tinhamos lá dois Mr Magoos, um com bigodes e orelhas, que são melhores que o original. O mais velho, gaga de todo, não percebe que o pessoal está sempre a piscar o olho para lhe deixar ganhar as provas e o bilhar. Antes, quando era jovem e tinha força na verga, não dava uma para a caixa, agora ganha sempre. Será que ele não desconfia? Valha-me Deus. Será que vou ficar assim? O outro, para lá caminha. A única diferença é que não ganha nada, nem o vasilhame pois leva sempre uma garrafa cheia e vem sempre cheio de vento nas mãos. Valha-nos ao menos que arrota como gente grande. Só é pena não arrotar como gente grande quando toca a pagar a continha dos almoços. Essa é que era.
Também poderia dizer qualquer coisa do Ex Sacus, mas para além de já ter tido tempo de antena aqui, não consigo escrever nada sobre um granda cara de pau que no dia da prova se deixa estar deitadinho na caminha enquanto outros cristos como aqui o je, se tem de levantar de madrugada. Depois ainda se põe a escrever coisas que ninguém percebe lá na maquina de calcular a que ele chama de computador. E o mesmo é dizer do artista das obras, torneiras e pinceis. Também já aqui falei dele, e se ele lesse isto ou mexesse o penislau para fazer alguma coisinha, diria que a ultima vez que o vi andava de peruca para fugir ao Quim Trolha a quem vendeu gato por lebre, que é como quem diz, agua da sanita no lugar de uma bela tinta castanha, impermeável e tartaruginha, tal era a sua composição espessa e encaroçada. O tal Quim trolha disse que aquilo era uma merda e não é que tinha razão. Era merda sim senhor!
Já só falta falar do Zé Xunga, que pela 1ª vez se assumiu como tal. Não me parece bem dizer mal de mim, alguém pode vir a ler isto e pensar que se trata de algum maluquinho que já nem comiseração tem de si próprio, mas pronto, é Carnaval. Tirou o seu melhor fato de treino da gaveta, sacudiu um bocadinho mas não muito pois o cheiro de naftalina combina bem com o seu perfume rasca gamado à D.ª Olinda que tinha para por nos gatos, pos uma cabeleira e arranjou uns oculos. De resto, era ele próprio, quais disfarçes quais carapuça. Sapatos da semana, meias de dormir e nem queiram saber dos truços que é coisa para fugir.
Mas voltando à acta, tenho a dizer-vos que não me apetece dizer nada, pois nada continuo a ganhar e em nada vou ficar. Quem ganha é sempre o mesmo e quem perde se não é, passa a ser à luz dos regulamentos. As provas já não interessam a ninguém e as contas são marteladas lá em casa, longe de todos que é para não levantar muita poeira. Isto tem de levar uma grande volta que até já me doem os dedos de tanto bater aqui nas teclas e não dizer nadinha. Se não se passa nada, vai-se dizer o quê?
Passar bem e um dia, quando fizerem algum, vão PERCEBER DO QUE EU ESTOU A FALAAAAAR
Esticamus.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Actas 3ª e 4ª prova
Acta 3ª e 4ª prova... As Viagens de Esticamus
Andava eu numa de pesca, sabe-se lá de quê, porque isto dos 40 faz-nos perder o Tino, não, não é o de Rans, que esse já deve ter comido as pedras todas da calçada, tal é a crise a que o seu camarada de partido o votou, mas sim o do Juízo, que já é pouco e ainda esmifrado pela companhia de outros sete convivas que já expiraram o prazo de validade e ainda não o descobriram.
Mas dizia eu que andava à pesca, e já me perdia tal é a falta de neurónios na parte da lembradura, quando de repente, uma luz se me alumiou de tal maneira que dei por mim, não sei aonde e a fazer não sei o quê. Seria recorrente isto, não fosse o lugar inóspito em que me encontrava.
Deparei com casas enormes, a perder de vista, ruas com passeios da minha altura, valetas que davam para me engolir e as plantas, eram no mínimo do tamanho de sequóias...
“Tu queres ver...???” pensei eu.
“Andaste outra vez nos shots de bezegol e estás com uma narsa do caixão à cova?”
Mas não, a última vez que tinha bebido um copito já fazia 12h, por isso, não podia ser...!
Estava eu nestes preparos quando me surge pela frente um homem, quer dizer, um gigante, do tamanho aí da torre dos clérigos, quer dizer, da casa da música, ou antes, sei lá, da sede do académico... pronto, vá, do tamanho de um poste de iluminação e não se fala mais nisso.
Vai daí, deitou-me a mão e agarrou-me, levantando-me até ao nível das suas fuças desatou a berrar aos meus ouvidos...
“BOOOOOOOORF” disse ele...
“O quê?” digo eu, “Não percebo a sua língua amigo... “
“Também não estava a falar ó minorca, era um arroto mesmo”, diz o dito. “Tive ali a comer umas iscas de baleia e deram-me volta ao papo”
“Ah, pois, pelo cheiro devia ser baleia de 3 semanas não?” disse eu.
“Olha lá, estás caladinho senão levas uma dentada não tarda, se bem que é só ossos, mais pareces uma codorniz XL” disse ele.
“Ouça lá, já agora, onde estou?” disse eu. “Isto aqui é tudo tão grande!!!”
“Ó ratazana, estás em Brobdingnag, a terra dos gigantes e eu sou o Arrotus” diz-me ele.
“Arrotus, você, quem diria né, se bem que eu até pensei que estivesse em Barcelos nalguma festa dos gigantones cabeçudos.” respondi eu.
“Bom anda daí que estou a caminho de uma festarola disfarçada de concurso ali prós lados das montanhas e já podes ver como vivemos e convivemos, nós, os aborígenes da terra dos gigantes” disse ele.
“Sim senhor, não tenho remédio né, estou aqui quase esmagado na sua mão” digo eu. “Isto é tal e qual uns artistas que eu conheço lá para os meus lados.”
Não tardou muito estávamos numa casa gigantesca, enorme, cheia de quartos, salas cadeiras, eu sei lá. Chamam-lhe aquilo Matos e passam a vida a jogar Match portanto, ou ouvi mal, ou eles são um bocado repetitivos nos nomes.
Mas o pior nem era isso, o estranho eram mesmo os gigantones. O mais novo deles, andava de saco no lugar onde nós temos o dito cujo, coisa nunca vista, e chamavam-lhe o Sacus. Não percebi bem porque mas devia ter a ver com o saco dele, ou então, como é um chato da pior espécie, diria que é por andar sempre a “encher o saco” como dizem os brasucas.
Depois havia um urso, que falava e tudo.
Belisquei-me, pensei que estava em transe mas não. Ele falava, comia com talheres e até andava quase sempre bípede. Tinha uma estranha mania de estar agarrado a uma máquina fotográfica. Pensei em dizer-lhe que aquilo era dos chinocas, que só tinha o invólucro e ainda por cima estava sempre com a tampa na lente, mas tive receio, que isto dos gigantones nunca se sabe. Ainda me punham na mesa com uma laranja na boca, safa!
Chamavam-no de Kodaque... estranhissimo de facto. Deduzo que a etimologia do nome tenha que ver com a Koda ou côdea, pois o dito passa a vida a rilhar ossos e outras coisas afins...
Por falar em estranhos, passaram ao tal chamado Peidolas. Minha nossa, pudesse a máquina do Urso tirar fotos que eu punha-a aqui. Uma coisa inacreditável. O gigantone só deve ter 2 órgãos. Um é o da fala, irra que não se cala e o outro, é o que avaria a fala, ou mais propriamente, o que diz. Ele acontece, ele faz, ele pinta a manta e eu dei a pensar cá com as minhas t-shirts ridículas... este gajo, lá na minha terra, havia de ser o maior do parreiral. Ele indromina toda a gente e sai sempre a ganhar. De tal forma que o dito conseguiu mudar de nome a meio da prova, digo, festa, pois agora é o padre augusto. Com aqueles óculos, já estou mesmo a ver porque o chamam de padre, se bem que o outro, o Frederico, já bazou para o Brasil...
Depois havia um que passava a vida no chão e dali não saía. Pensei que andava doente ou o catano, ou que procurava moedas, mas afinal não, dizia que andava sempre a ser Enterrado, por isso mais valia não sair dali mesmo. Assim, poupava tempo e trabalho. E de vez quem quando, lá tirava 1 pão e uma garrafa de vinho zurrapa da algibeira e dizia que era para o pessoal todo... Ele não deve ter os parafusos todos, se é que algum tem, inclusive eu que ando a delirar desde o inicio desta acta, então como é que estes abutres se iam satisfazer com um pão e uma garrafa de tintol...? Este pessoal vai para velho e depois fica sovina.
E por falar em sovina, havia lá um que era o Fidel, creio que o dono do castelo. Não é que o gajo contava as garrafas que trazia para a mesa e espetava as rolhas nos palitos tipo pente da sueca para não perder o fio à meada. Fiquei deveras curioso como contaria ele as botelhas, se de 5 em 5 minutos se esquecia do próprio nome, chamava-me Cavaco Silva e ia dar um beijo à Big de boas noites a pensar que era a netinha que nunca teve...
Ele há coisas do diabo...e por falar em diabo, havia ainda mais um. Esse era o mais esquisito de eles todos. Um tal de Lambe Cês que nunca parava quieto e devia ouvir muita mal. Eles diziam boa tarde e ele respondia viesses mais cedo. Diziam que bebiam agua ardente e ele respondia que aquilo batia de repente batia. Diziam para atirar 5 bolotas e ele ia buscar mais 5 só para ele... Deve ser doença que dá aos gigantones a partir de uma certa idade, só pode. Aliás, deve ser isso mesmo pois ele tinha a mania que era engraçado, delirava constantemente e contracenava com uma senhora que lhe estava sempre a dar cabo do canastro.
Estava eu ainda a processar esta informação toda quando desataram a correr para uma prova, e digo a correr porque queriam era aviar aquilo depressinha para comer, arrastando-me com eles. Era qualquer coisa de atirar uma bola para um buraco no chão e depois atirar e apanhar umas pedras. Não percebi nada, mas já vi coisas piores, tipo paintball ou kartings e consegui uma miniatura da classificação dessa prova que segue em anexo...
Ora estavam eles mergulhados nos comes quando a luz se me alumiou outra vez.
“Tu queres ver outra vez!!!???” disse eu. “Eu nem comi caraças e já me estão a bulir o esquema”.
Só tive tempo de me agarrar ao prato, meter uns bocados de frango nos bolsos e despejar vinho nos sapatos e zuuuum, lá estava eu outra vez sem fazer a mais pequena ideia donde estava e o que estava ali a fazer... Isto começa a tornar-se repetitivo...
Desta vez estava num local estranho, para não variar, mas ao invés do outro, tudo me parecia pequenito... ou seria da terrível má disposição que padecia?
“Humm, maldito frango que gamei lá nos gigantones... e aquele vinho era mm martelado, como as contas do outro... foi castigo carambas” dizia eu enquanto chamava o gregório pela enésima vez e arreava o calhau, desesperado com uma soltura que mais valia andar com o saco na mão...
“Ó faz favor, importa de verter as suas entranhas para cima de outro?” disse alguém...
“Que diabo??!!” disse eu espantado. “Mas quem é que está a falar?”
“É daqui de baixo ó gandula” disse a tal voz grave e rouca, mais parecida com alguém que estava com flatulência oral.
“Olha-me este... este...esta miniatura!” respondi eu. “Isto é de loucos... então ainda agora dei de caras com gigantones e agora só dá anões! Ó amigo, isto aqui é tudo assim?”
“É tudo assim, mas você é que tem a mania que estamos todos mal... e vejam lá onde põe as patas que isto não é para estragar hoje ãh!” vociferou o homem. “Eu sou o Arrotus e isto aqui chama-se Lilliput”.
Nem queria acreditar... Então não é que estava a seguir as pisadas do Gulliver sem saber como nem porquê. E o mais engraçado é que me saía sempre na rifa um caramelo, que arrotava como gente grande, andava de boina feito Zé do Boné... ai não, esse não, esse é o Pedroto e já se finou vai para 20 anos... e dizia que mandava lá num clube da rua dele.
“Vá, venha daí ó enjeitado” diz-me o artista “venha daí que anda muito amarelo. Tenho de lhe mostrar uma jogatana aqui da terra, disfarçada de almoço ou o contrário”.
E lá fui eu, com cuidado com o que pisava, o que não era fácil, não porque eu fosse grande mas porque estava com uma ressaca de figadeira que até me davam ouras...
“Ora seja bem vindo e prepare-se para uma pokerada” diz-me uma espécie de girino com óculos...
Esfreguei os olhos, “Não pode ser” disse eu incrédulo... “Não é um girino com óculos mas uma réplica do gigantone Sacus que me tinham apresentado na outra terra... só que minúsculo. “Mas que andas tu a fazer de preservativo na mão, homem de deus?”
“Não é isso ó ranholas, é um saco para comer e beber a dobrar...” diz-me o dito... “queres um naco?”
“Dasse, sai-te...que me salta o figado”
TUNC TUNC TUNC
“Olha, e têm um Peidolas também, quer dizer, um Padre Augusto. Será que também é como o outro?” perguntei-me eu...
“Não sei como é o outro mas aqui o Je não dá abébias a ninguém... ora quantos são, quantos são? Saem 1000 fichas para este Flash Down de duques tristes” diz-me o dito cujo. “É pá, tão a fazer Raise, eu faço All In e mais nada, 10000 fichas. Ainda ontem matei 3 gajos ao pequeno almoço por não me dizerem as horas e só precisei de uma hóstia.”
É pá, o minorca era mesmo igual ao outro, até na garganta...
TUNC TUNC TUNC
Estava eu ainda como que hipnotizado pela cantilena do padreco e entra-me pelos olhos a dentro a visão de uma chinchila que falava, sentava-se à mesa e pasme-se, tirava fotografias. Extraordinário.
“Eu faço Back Fullan com este par de cenas tortas e invisto 100 fichas, e quem cobrir leva já com uma dentada na testa” diz-me o fulano.
Bolas, esta chinchila é tal e qual o outro urso... será que se chama...
“Aqui o Kodaque é o maior, só é pena ir em último” diz-me ele.
E tinha mesmo o nome do outro também. Bolas, devo estar num delírio hepático, só pode...
TUNC TUNC TUNC
“Pois eu jogo em grande, faço Brush On com este trio de ases, invisto 40 fichas, tiro 50, meto 40, faço de conta que tiro 30, meto amanha 20 e faço o pino enquanto bato palmas” diz-me um bigode que me parecia mexer sozinho... mas não, estava alguém por detrás desse farfalhudo bigodaço e também se apelidava de Lambe Cês...
E o gajo punha fichas nas orelhas, tirava-as da manga e...
TUNC TUNC TUNC
“É pá, que barulho é este, irra que irrita pá” disse eu.
“Ora eheh, vão 50 fichas nesta sequência royal deluxe de trio de damas que agora vao correr bem, a não ser que me enterrem mais uma vez” diz o homem.
“É pá, você não se chamará enterrado?” perguntei eu.
“Naa, isso já foi, agora sou o Batuques”
Fiquei perplexo, pois enquanto ele falava, fumava um charuto, batia num copo com uma colher, no prato com o isqueiro, na cadeira com um pé e na mesa com os joelhos...
“Ó amigo, você devia ser baterista, tal é a sua coordenação” afirmei-lhe eu.
“Era bom era, mas isto é alzweimer”
“ALZWEIMER???!!! Nem pensar, não entra mais ninguém no jogo. Eu tenho um trio de ternos lá no armário e vou investir neste Blow up 500 fichas” diz de repente um deles...
Era tal e qual o Fidel do outro país, impressionante...
“Disse e repito, invisto 350 fichas” voltava a dizer...
E tirava 100 para a mesa...
Fiquei sem saber se era batota do homem ou se ele se ia esquecendo sucessivamente do que havia apostado... hilariante. Eu até afixo aqui a contagem da jogatana, ampliada, pois mal se via por ser tão pequena. E estava eu a prepara-me para beber um chá de hipericão quando me dá novamente a luz...
Acordei na cama, em suores frios... xiça penico, será que...???
Esticamus
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Acta da 2ª Prova
ACTA DA 2ª PROVA
Tenham medo, tenham muito medo!!!...
Noite negra... como os xailes que repousam nas costas dos cantores vadios, fadistas de uma vida de histórias mal contadas, de desencontros e amores narrados numa voz tremida e lacrimosa...
E a história repetir-se-ia uma vez mais, numa noite de cantilena pegada, se uns animais mais conhecidos pelos “os do Torneio 2000 e tal e meio”, não tivessem desaguado com a enxurrada na “Casa do Victor”, não confundir com a do Peidolas, que essa só tem baldes, pincéis, canos e garrafas de whisky marado, no dia 06 de Novembro de 2009. O único que não se incluía neste grupos de animais, era um ser invertebrado, rastejante e pecaminoso, ou seja, um Advogado, que chegou mais tarde, nem sequer participando na primeira contenda e sendo substituído pela já famosa Sô Dona Ângela, patroa do Lambe C.
Caracóis, lesmas, sanguessugas e o sei lá que mais, que isto de bicharada nojenta começa a ser uma moda preocupante.
Ele era ver essa pessegada saltar aos magotes, de uma bagageira escura e bafienta, misturado no meio de sacos com membros humanos decepados, cabeças trucidadas recolhidas da linha de comboio e restos de couro cabeludos trazidos de uma qualquer morgue... E nesta mala dos horrores se fez a 1ª prova, segundo se crê, com caracóis em busca de uma folha de alface, não sem que antes os tivessem perfurado com paus, os tivessem esventrado até verterem toda a sua baba esverdeada e espetado vidros na dita pista...
Quem venceu, não faço ideia pois não estive lá para me divertir com tudo isto, mas poderão sempre ver a lista que segue dentro de momentos...
De tanto se rirem, teve esta Família Adams que comer qualquer coisinha, pois este espectáculo proporciona sempre um apetite insaciável e uma sede daquelas...
Lambe C: Ó pessoal, aiopá que ainda me dói os abdominais de tanto me rir, que tal comermos aqui no tasco qualquer coisinha?
Fidel: Ai não vamos comer estes caracóis crus?
Enterrado: Eu pensei que ia chuchar aqui uns dedos deste saco, ou comer ali uns olhos daquela cabeça... se bem que estão um bocadito secos não!!!
Kodaque: Naaa, isso já comi eu ao almoço. É pá, cenas congeladas e ressequidas passo. Por mim era um peixe cru ainda com sangue a esguichar e tudo.
Sacus: Olha, não é nada mal pensado... molhar um bacalhau no liquido biliar aqui do saco era maravilha, talvez um pouco picante, mas marchava!
Arrotus: E eu hoje trouxe-vos uns filtros. Já estou a ver aqui estes cabelos dos defuntos, enrola-se, põe-se uma mortalha e tão feitas umas cigarrilhas...
Peidolas: É pá, isso é capaz de ficar carote não. Eu proponho que se apanhem aí uns 2 ou 3 meliantes, que se cortem os fígados para transplante e assim já deve dar uns tostanitos para pagar os morfes...
Dito e feito, nem meia hora depois estavam estes, estes, estes, eu sei lá, escolham vocês o epíteto, a empanturrarem-se à mesa...
Entretanto, de registar a entrada em cena do Esticamus que para chegar ao espaço comercial de restauração em apreço, foi a França, deu a volta no Biafre, e regressou directamente do Azeberquistão...
Possa, e tinha razão, até parece que a Maia é já ali...!
Mas também não perdeu tempo, enquanto cuspia ao falar, com uma mão comia uns filetes de peixe podre, com a outra um bacalhau demolhado em soro usado, seguravam-lhe um copo de verde branco, não se sabe de quê, que engolia até se babar pela camisa, e do outro, seguravam-lhe outro copo de maduro branco, também não se sabe de quê, liquido que ingeria com comida na boca aberta e enquanto falava aos gritos...
Ah, e no meio disto acho que cantavam o fado!
Fadista Gordo: Pra minha namorada ali do canto, sim, aquela boneca insuflável, aí vai... “Ó filha, chega cá a ferida que a quero chuuuuuuuuuuuuuupar”; Amanda-me essa frieira onde ponho os meus deeeeeeeeeeeedos; Casca velha que eu quero cheiraaaaaaaaaaaaaaaaar”...
Esticamus: Por falar em casca belha, num há aí umas crostas, scchhiiick (barulho que faz ao chuchar os seus próprios dentes)?
Arrotus: Boooooooooooooooooooorf (barulho de um sonoro arroto).
Enterrado: Ihhihihihihihih... engole-mos... (enquanto chora de tanto rir).
Lambe C: Quem fala assim num é gago pa ehehehe (enquanto põe a lingua nos bigodes para limpar os bigodes).
Kodaque: Ò Peidolas, tás sentado de lado?
Peidolas: Tuuuuuuuuuuunga, vai busca-lo...
Kodaque: Vou buscar o quê?
Peidolas: Deixa chegar o snif ao nariz que já vais ver!
Sacus: Ihihihihihi, aiopá que me rebenta o saco, ai ai ai (com asgar de falta de ar)
Esticamus: Ehehehehe, olhó suspensórios tá-lhe a dar uma dor, olhó olhó olhó (enquanto cai comida pela boca fora).
Enterrado: Ihihihihihi, cága-mos....
Fidel: Trocava os meus 30 anos de idade por um xarope de escaravelho pah!
E no meio deste triste espectáculo, o 1º fadista encostou às boxes porque estava visto que não tinha arcaboiço para a coisa, mas como mais vale quebrar que torcer, chamou pelo amigo e fez a substituição da praxe.
Fadista Anão: Pissoali, lá na minha radio festivali, disseram-mi que habia aqui um amigo que fazia anis. Entom muitos parabenis pra ti, ó Luís Vi...
“Cartas da amoriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, escritas com o lixo das orelhiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiis; Tempos passadis à tua espera enquanto domiiiii nos latões do Lixiiiiiiiiii; Quanto mais sujas estás dos sovaquis e mal cheiras das birilhiiiiiiis, mas eu me quero em ti esfregariiiiiiii”.
Arrotus: Booooooooooorf, ihihihihihihih, segurem-me que eu mijo-me de tanto rir, booooooooooooooooorf, este fadista é o maior!
Enterrado: Unha-mos, ahahahahahahaha (enquanto desenhava uma tesoura na mesa).
O jantar estava no fim, os restos da comida dos restos, ficou num balde do lixo que o Esticamus levou para casa, e que está a deixar ganhar bolor para comer daqui a 2 anos.
E não é que havia mais uma prova...
Uma coisa que nos levava a dizer um numero e depois a mostrar moedas... ora vejam!
Lambe C: 10
Enterrado: 8
Sacus: 19
Fidel: 789
Kodaque: 15, ó Fidel, só há 40 moedas pah!
Esticamus: 12
Arrotus: Booooooooooorf, 9
Peidolas: Prrrrrraaaaacccc 17
Lambe C: Ganhei, ganhei, acertei no numero de pulgas que o cão que está na minha mala tem. Assim posso já cobrar o prémio... arrancar uma pata ao bicho à dentada...
E assim foi a outra prova, que não sei quem ganhou apesar de estar presente, mas podem sempre consultar na lista que segue dentro de momentos...
Regressaram todos às suas mansões assombradas e consta que ainda hoje são vistos a rondar o Instituto de Medicina Legal ou os latões do lixo do Estádio do Dragão, a ver se apanham os restos mortais do Rolando, depois de ter marcado aquele autogolo.
Próxima prova da Família Adams, algures em Dezembro, em Matos, mas ainda sem data confirmada.
Este vosso escriba
Esticamus
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